Defeitos
Erros que geram retrabalho, devolução ou reclamação.
As três abordagens melhoram processos, mas atacam problemas diferentes: o Lean elimina desperdício e espera, o Six Sigma reduz erro e variação, e o BPM organiza a gestão dos processos de ponta a ponta. Veja as diferenças, quando cada uma funciona melhor e como elas se combinam.
O Lean elimina desperdício e espera do fluxo; o Six Sigma reduz erro e variação com dados e estatística; o BPM organiza a gestão dos processos de ponta a ponta, com donos e indicadores. Não competem: costumam ser usados juntos.
Nascido no Sistema Toyota de Produção, o Lean classifica as perdas em oito desperdícios. Em processos administrativos, eles aparecem assim:
Erros que geram retrabalho, devolução ou reclamação.
Fazer antes ou mais do que alguém precisa: relatórios que ninguém lê.
Caso parado aguardando aprovação, informação ou sistema.
Pessoas experientes presas em tarefas de copiar e colar.
Documentos e informações passando por mãos e sistemas sem necessidade.
Filas de trabalho acumulado: pedidos, chamados, notas a lançar.
Procurar arquivos, trocar de tela, caçar a última versão.
Conferências em duplicidade e aprovações que não mudam a decisão.
Criado na Motorola nos anos 1980, o Six Sigma busca processos com no máximo 3,4 defeitos por milhão de oportunidades. O método segue o ciclo DMAIC:
O problema, o cliente e a meta. O SIPOC é a ferramenta clássica desta fase.
Como o processo se comporta hoje: volume, erro, tempo e variação.
As causas, com Ishikawa e 5 Porquês, Pareto e testes com dados.
Soluções para as causas confirmadas, testadas antes de virar padrão.
Indicadores e padrões para o ganho não se perder.
Na primeira conversa olhamos o sintoma e indicamos por onde começar.
| Lean | Six Sigma | BPM | |
|---|---|---|---|
| Foco | Fluxo e desperdício | Variação e defeito | Gestão do processo de ponta a ponta |
| Problema típico | Prazo longo, filas, espera | Erro recorrente, qualidade instável | Processo entre áreas sem dono nem padrão |
| Pergunta | O que não agrega valor? | Por que o resultado varia? | Quem responde pelo processo e como ele é gerido? |
| Ferramentas | Mapa de fluxo de valor, 5S, kanban, kaizen | DMAIC, Pareto, Ishikawa, controle estatístico | BPMN, SIPOC, RACI, indicadores, BPMS |
| Formato | Eventos curtos de melhoria | Projetos com meta e dados | Ciclo contínuo de gestão |
| Sucesso medido em | Tempo de ciclo e espera | Defeitos e variação | Indicadores do processo e maturidade |
Comece pelo Lean: espera e etapas sem valor costumam explicar a maior parte do atraso.
Use o Six Sigma: medir, achar a causa com dados e controlar.
É problema de gestão: comece pelo BPM, com dono, mapa e indicadores.
Mapeie e faça a análise do processo antes de escolher o método.
Defina o processo com BPM antes de contratar o BPMS ou a automação.
Não vendemos um programa de faixas: usamos as ferramentas de cada abordagem conforme o problema.
BPMN, SIPOC, RACI e indicadores para enxergar o processo inteiro.
Análise de valor agregado em cada etapa do AS IS.
Pareto, Ishikawa e 5 Porquês, com dados do processo.
Alternativas comparadas em tempo, fila, capacidade e custo.
O Lean ataca desperdício e espera para o fluxo andar mais rápido. O Six Sigma ataca erro e variação com dados e estatística, seguindo o ciclo DMAIC. Um acelera; o outro estabiliza.
É a combinação das duas abordagens num mesmo método: o DMAIC do Six Sigma como roteiro, com as ferramentas do Lean para eliminar desperdício. É comum em projetos de melhoria com meta definida.
Definir, Medir, Analisar, Melhorar e Controlar. É o roteiro de projetos Six Sigma: do problema bem definido à solução que se mantém.
Não. O BPM organiza a gestão dos processos, com donos, mapas e indicadores. O Lean Six Sigma é uma forma de melhorar um processo específico. Na prática, um projeto Lean Six Sigma rende mais quando o processo já está mapeado e tem dono.
Não. A formação ajuda a dominar as ferramentas, mas o que faz a melhoria funcionar é partir do processo real, usar dados e envolver quem executa.
Pelo processo que mais pesa e pelo sintoma principal. Mapear e fazer um SIPOC mostra se o problema é de fluxo, de variação ou de gestão, e daí sai a escolha do método.
Técnicas para achar onde o processo perde
O que é, ciclo, papéis e como começar
O processo inteiro em uma página
Análise de causa raiz com exemplo
Testar mudanças antes de implantar
Matriz esforço × impacto para o backlog
A Nexus mapeia o processo, identifica se o problema é de fluxo, de variação ou de gestão, testa as melhorias em simulação e entrega o processo documentado.