Mapeamento
O fluxo em BPMN mostra em que etapa o problema aparece.
Problemas recorrentes voltam porque a correção ataca o sintoma. O diagrama de Ishikawa organiza as causas possíveis, e os 5 Porquês aprofundam até a causa raiz. Veja como usar os dois juntos, com um exemplo aplicado a um processo de entrega.
O diagrama de Ishikawa, ou espinha de peixe, é uma ferramenta que organiza as causas possíveis de um problema em categorias, desenhadas como espinhas ligadas a uma linha central que aponta para o efeito.
Use as perguntas-guia para não deixar nenhuma categoria vazia sem antes pensar nela.
| Categoria | Pergunta-guia | Exemplos em processos administrativos |
|---|---|---|
| Método | O jeito de fazer contribui para o problema? | Etapa sem padrão, aprovação fora de ordem, ausência de POP |
| Mão de obra | Pessoas, carga ou capacitação influenciam? | Falta de treinamento, dependência de uma pessoa, sobrecarga |
| Máquina | Equipamentos ou sistemas falham ou limitam? | Sistema lento, integração que cai, equipamento parado |
| Material | O que entra no processo vem certo? | Cadastro incompleto, documento faltando, insumo fora da especificação |
| Medida | Medimos certo, ou medimos algo? | Indicador inexistente, meta ambígua, dado desatualizado |
| Meio ambiente | Condições externas ou de local afetam? | Picos sazonais, layout, ruído, regras de terceiros |
Exemplo ilustrativo de uma distribuidora, montado numa sessão com logística, comercial e expedição.
“Entregas fora do prazo em 18% dos pedidos em agosto”, e não “logística ruim”. O problema vai na cabeça do peixe.
Representantes de cada etapa do fluxo. Um facilitador neutro ajuda a evitar a caça aos culpados.
Os 6M ou categorias adaptadas (Sistemas, Políticas, Clientes). O importante é cobrir o processo todo.
Brainstorm sem julgamento. Cada causa vai na categoria mais próxima; não perca tempo discutindo o lugar exato.
Votação, experiência e, principalmente, dados. Escolha de 2 a 4 causas para aprofundar.
Aplique os 5 Porquês em cada causa priorizada e confirme com dados antes de agir.
Conduzimos a análise de causa raiz com a sua equipe, a partir do processo mapeado e dos dados, e não só da opinião.
Continuando o exemplo: a equipe priorizou a causa “pedido incompleto”.
Porque pedidos voltam da expedição para correção antes de sair.
Porque chegam com endereço ou condição de pagamento incompletos.
Porque o comercial registra o pedido sem conferir o cadastro do cliente.
Porque o sistema aceita o pedido sem esses campos, e não há etapa de checagem no processo.
Porque o processo de venda nunca foi desenhado e documentado. Causa raiz: falta de padrão e de validação na entrada do pedido.
Ação sobre a causa, não sobre o sintoma: campos obrigatórios no sistema, etapa de checagem no fluxo e um POP de registro de pedido. Cobrar a expedição por agilidade não resolveria nada.
Abre o leque de causas possíveis, por categoria.
Aprofunda as causas prioritárias até a raiz.
Frequência, Pareto e comparação entre períodos confirmam, ou derrubam, a hipótese.
No nosso diagnóstico, a causa raiz não é um exercício isolado: ela sai do processo mapeado e vira mudança testada.
Localizar no fluxo onde o problema aparece e quanto ele custa.
Ishikawa, 5 Porquês e dados do seu sistema.
É uma ferramenta de análise de causa e efeito, criada por Kaoru Ishikawa, que organiza as causas possíveis de um problema em categorias ligadas a uma espinha central. Pelo formato, também é chamado de diagrama espinha de peixe ou diagrama de causa e efeito.
São as seis categorias clássicas de causas: Método, Mão de obra, Máquina, Material, Medida e Meio ambiente. Em serviços e escritórios é comum adaptar, por exemplo trocando Máquina por Sistemas.
É perguntar “por quê?” sucessivamente, a partir de um problema, até chegar a uma causa sobre a qual se pode agir. O número cinco é uma referência, não uma regra: às vezes três perguntas bastam, às vezes são necessárias mais.
O Ishikawa abre o leque: lista muitas causas possíveis, organizadas por categoria. Os 5 Porquês aprofundam: pegam uma causa provável e descem até a raiz. Usados juntos, um amplia e o outro aprofunda.
Três testes: se a causa for eliminada, o problema deixa de ocorrer; a causa é algo sobre o qual a empresa pode agir; e os dados (frequência, período, local) confirmam a relação, não só a opinião da equipe.
Na etapa de diagnóstico. O mapeamento mostra onde o problema aparece no fluxo; o Ishikawa e os 5 Porquês explicam por que ele acontece.
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