Guia de uso · Stakeholders
Quem incluir no mapa e quando atualizar
O mapa de stakeholders funciona melhor quando é feito no início do projeto de processos, antes das primeiras entrevistas. Ele define quem precisa ser ouvido, quem precisa aprovar e quem só precisa ser informado. Um mapa incompleto é a causa mais comum de surpresas no meio do projeto, como a gerente que não foi consultada e bloqueia a mudança na reta final.
Quem costuma ficar de fora (e não deveria)
- Quem executa o processo no dia a dia. Têm pouco poder formal, mas sabem onde o processo realmente trava e podem sustentar ou abandonar o novo padrão.
- As áreas que recebem o resultado. Se o processo é de compras, o almoxarifado e o financeiro são afetados, mesmo sem executar tarefas.
- TI e segurança da informação, quando a mudança envolve sistemas, acessos ou dados.
- Clientes e fornecedores externos, quando o processo cruza a fronteira da empresa.
Como usar o mapa no projeto
- Liste todos os envolvidos e classifique poder e interesse com honestidade, não pelo cargo.
- Transforme os quadrantes em agenda: quem entra nas oficinas de mapeamento, quem valida o fluxo, quem recebe o resumo.
- Leve o mapa para a matriz RACI, que formaliza quem é responsável, quem aprova, quem é consultado e quem é informado em cada atividade.
- Atualize o mapa a cada fase. O interesse muda quando as pessoas percebem o impacto na rotina delas.
Para medir a disposição da equipe para a mudança, complemente com a pesquisa de clima para mudança.
Mapeamento feito com quem executa
Na Nexus, o processo é mapeado em conversas e oficinas com as pessoas que o executam, e o fluxo final é validado com os responsáveis antes de qualquer mudança. Isso reduz resistência, porque a equipe reconhece o próprio trabalho no diagrama. Veja como funciona a consultoria de mapeamento de processos e a metodologia.